¿que haces QUÉ?

Kendo. ¿Kempo? No, kendo. ¿Kenzo? No, kendo, el arte marcial ¿Judo? No, kendo. ¿Tendo? No, mira, te lo explico aquí que acabamos antes

Tag: Ecuador

“É difícil crescer quando não todos tem capacidade económica”. Falando com a Tanya Gómez

Preparando o post dedicado ao Equador, prévio ao III Campeonato Latino-Americano de Kendo, encontramos esta foto do Ken Shin Kan Dojo em Quito:

A menina da direita é Tanya Gómez, hoje  3º dan, instrutora infantil e membro do time nacional do Equador aos 23 anos. No meio de preparações da temporada, exames na universidade e preste a voar para Los Angeles para participar de um seminário, ela encontrou tempo durante várias tardes (manhãs em Quito) para nossa conversa.

Você começou a treinar quase no começo do Kendo no Equador.
Sim, no Equador o Kendo foi fundado no ano 1999 e eu comecei no ano 2006 mais o menos. Eu tinha 16 anos.

Com Kosakai Sensei?
Sim, eu lhe conheci.

Uma coisa que surpreende na Espanha são as colaborações com a JICA (Japan International Cooperation Agency). Nossa comunidade Nikkei é muito pequena, quase não existe.
Eu acreditei que foram bastantes (na Espanha). La não há quase nada Nikkei: na Latino-América o primer país Nikkei é Brasil, seguido de Argentina e Peru. No Equador não há quase nada mas trabalhamos muitas colaborações com a JICA graças as boas relações com a Embaixada (do Japão).

E vocês já são 150 kenshis.
Bom, somos sobre 150 pessoas treinando regularmente e, a partir de este ano, aumentou o número de participantes mirins e jovens. Este é o segundo ano em que participamos no Campeonato Latino-Americano com as crianças, nas categorias de 9 até 12 anos e 13 até 16. Ainda mais: dois meninos tiveram seu exame de Shodan e dois jovens seu exame de Nidan. Temos o mesmo aumento com as mulheres: há mais o menos 15 meninas na cidade de Quito e 5 delas somos as mais velhas do time.

Com sensei Pamela Gómez, 2010

Como vocês organizam?
Somos uma associação, não temos ajuda do governo. Para isso há que preencher formulários e temos que ser 5 clubes em cada cidade para ser uma confederação. Em Quito há 5 clubes, em Guayaquil e Cuenca há um em cada… 7 no total. Mas nós preferimos ganhar coisas, viajar com o nosso esforço, então só para fazer parte da FIK estamos felizes.
Mas tem o risco de pessoas que usam das margens, dos “acostamentos”.
É, mais são os problemas comuns que causam divisões. É por isso que qualquer ideia do treinamento adicional deve ser consultado ao presidente da associação para evitar o desvio.

O mesmo acontece muito na Espanha. No entanto, a taxa de crescimento da América Latina é surpreendente na proporção.
Sim, eu diria isso. Quando eu comecei meu Sensei (Fernando Benavides) ele era Sandan e agora ele é 5º dan, todos nós crescemos muito. Antes ver um 1º dan foi uma grande emoção! Agora já é isso o que vemos normalmente. Os Senseis avançados na Latino-América estão de 5º a 6º dan, os estudantes avançados sobre o 3º dan e temos muitos mais nesse trilho: 1º danes e 1º kyus. Eu também comecei viajando em 2007 para meu exame de 1º kyu e com os viagens eu logrei meu 3º dan em 2012, e no caminho vi outros parceiros em eventos em Latino-América.

Onde foi?
No 1º Kyu foi em Medellín, Colômbia, numa Copa do Caribe. Após, eu fui treinar no Brasil em 2008 e ao Sul-Americano e num evento no Equador eu passei o exame do Shodan. Japão no 2009, eu treine 2 meses e visitei Taiwan pôr o Kendo também. No 2010 foi o primeiro Campeonato Latino-Americano no Equador e eu passei o exame do 2º dan, com os Senseis da FIK. Em 2012 tivemos um seminário e exames no Peru com Senseis da FIK e eu peguei meu exame de 3º dan; o ano anterior fui para treinar no Japão, em Kitamoto, e trabalhar de estágio. Eu falo para você para que veia os viagens que tivemos que fazer para poder fazer os exames! Agora no Equador você pode ter seu exame até 1º dan e, si gosta, viajar após para mais exames.

Isto pega volta a questão: como crescem as pessoas que não podem viajar?
Bom, eles crescem… com o apoio do quem viaja. É uma responsabilidade transmitir o conhecimento, não é? Primeiro tem que gostar (do transmitir o aprendido) e ter interesse, assistir aos treinos, escutar aos Senseis. Mas após aqueles que saímos e viajamos colaboramos treinando mais o ajudando nas aulas para tentar de transmitir. E sim, o conhecimento passa. Você pode sentir o crescimento do Dojo quando há Kenshis que saíram e voltaram, seus parceiros também melhoram, ás vezes sem dizer nada, só com o Keiko.

Vocês tem alguma atividade para financiar-se, como o time do Brasil?
Temos, mas depende do evento: no Mundial da Itália recebemos o apoio da Toyota e para o Mundial do Japão teremos um sorteio com venda de boletos.

Isso mostra muito entusiasmo e capacidade de organização sendo “só” 150 Kenshis, não é?
É verdade. Eu só posso falar da boa base, do Sensei fundador e dos chefes. Os eventos de Kendo ocorrem com pontualidade e ordem, as tarefas são divididas e bem feitas, e é por isso que os japoneses gostam delas.

E o que você costuma fazer? Na verdade uma coisa que me chamou a atenção para a entrevista foi vê-la dar aula as crianças.
Na verdade, eu fui ao seminário em Kitamoto com a tarefa confiada por meus Senseis de olhar como é o treinamento das crianças “mais que você é boa com as crianças”. Eu não tênia visto isso, eu só sorrira o falava uma piada para eles. Mas quando eu tive essa responsabilidade eu comecei a fazer isso ao sério. Nos sábados ajudo a meu Sensei com as crianças de 4 até os 12 anos, a maioria deles sem bogu. Quando eles vestem bogu passará as mãos de meu Sensei. Ajudo em dois e até três Dojos nos treinos de soshinshas, mirins e jovens avançados.

Então foi uma “vocação caída sobre você”?
KKKK! Si, caída sobre mim. Mas quando fazemos Keiko eu me divirto, eu jogo-os no chão (não de maneira ruim, forte mas ajudando-lhes a cair) e eles correm de volta. Eu gosto de sacar embora suas potencialidades mas de um jeito engraçado, mais o menos como eu foi tratada no Japão. A ideia e transmitir o jeito de treinar no Japão.

Crianças em Shyo Shi Kan Equador (c) Tanya Gómez

 

Você achou diferença entre o ensino que você está desenvolvendo e ensino de crianças no Japão?
O mais importante e que eles tenham divertimento e eles querem vir.

E que há de essas crianças bochechudas, o tímidas, que levam mais tempo para aprender e que são excluídos não só nas escolas mais também das artes marciais?
Nossa! Essa é uma boa pergunta. Antes não estávamos interessados de competir no Kendo no Equador, falávamos que só precisávamos de melhorar as pessoas, vir a treinar e ficar bom. Até que alguns Senseis que vinham falaram para nós: “mas fazendo tão bonito, elegante e com um bom coração, vocês podem vencer!”. E vimos que nos Campeonatos Latino-Americanos sempre chegamos no pódio, e isso foi uma motivação para as pessoas, os times masculino e feminino, para aprofundar.

Tem pessoas em todas as categorias das competições? Infantil, juvenil…?
Temos! No ano passado foi a primeira vez que saímos ao Campeonato Latino-Americano com as crianças, também devido ao bom financiamento, e este ano temos em abril o Campeonato Infanto-Juvenil e acreditamos que assim vamos pegar mais crianças para o Kendo.

Vocês precisam de 8º danes já já!
KKKK! Espero que com o tempo tenhamos! Full amor ao Kendo!

"Es difícil crecer cuando no todos tienen capacidad económica": hablando con Tanya Gómez

Preparando el post dedicado a Ecuador previo al III Campeonato Latinoamericano de Kendo, dimos con esta fotografía del dojo Ken Shin Kan de Quito:

La niña de la derecha es Tanya Gómez, hoy tercer dan, instructora infantil y miembro de la selección ecuatoriana a los 23 años. Entre preparativos de temporada, exámenes universitarios y a punto de volar hacia Los Ángeles para un seminario de kendo, nos ha abierto hueco durante varias tardes (varias mañanas en Quito) para conversar.

Empezaste casi casi con el kendo de Ecuador.
Sí, el kendo en Ecuador se fundó en el 99 y yo empecé en el 2006 más o menos. Con dieciséis.

¿Con Kosakai sensei?
Sí, le conocí.

Una cosa que suele sorprendernos en España son las colaboraciones con la JICA. Nuestra comunidad nikkei es muy pequeña, casi simbólica.
Ya veo, pensé que eran bastantes. Acá no hay casi nada de nikkei: en Latinoamérica el primer país nikkei es Brasil, seguido creo por Argentina y el tercero Perú. En Ecuador no hay casi nada, pero se ha gestionado bastante la colaboración de JICA por las buenas relaciones con la embajada.

Y ya son 150 kenshis.
Bueno, somos unas 150 personas constantes, y desde este año ha aumentado el número de participantes niños y jóvenes: este es el segundo año que participamos en el latinoamericano con niños, desde las categorías 9-12 años y 13-16. Incluso dos niños dieron examen de shodan y dos jóvenes de nidan. Las mujeres igual han incrementado: tenemos unas 15 chicas en toda la ciudad de Quito y somos cinco las más antiguas que estamos en el equipo.

Con la sensei Pamela Gómez en 2010

¿Cómo os organizáis?
Aquí es Asociación, no tenemos ayuda del gobierno. Para recibir ayuda del gobierno necesitamos papeleo y formar unos cinco clubes por ciudad, para contar como Federación. En Quito la capital hay cinco  clubes, en Guayaquil y Cuenca hay uno en cada ciudad… total siete. Pero preferimos ganarnos las cosas, los viajes, con nuestro esfuerzo; entonces con tal de ser parte de la FIK estamos contentos.

Pero se da el riesgo de que haya gente moviéndose en los márgenes.
Claro, esos son los problemas típicos que causan las divisiones. Por eso acá cualquier idea de entrenamiento adicional tiene que ser consultada al presidente de la asociación para evitar que se desvíe.

A la final la FIK tiene la palabra final del kendo y viaja quien se ha esforzado. Por eso también es un poco difícil crecer, porque no todos tienen la capacidad económica suficiente para salir.

Algo que también sucede mucho en España. Sin embargo, el crecimiento del kendo latinoamericano es sorprendente en proporción.
Sí, yo también diría eso. Cuando empecé mi sensei (Fernando Benavides) era Sandan y ahora es quinto dan, y todos hemos subido bastante. ¡Antes ver un primer dan era una gran emoción! Ahora ya se está logrando que eso sea en promedio. Los senseis avanzados en Latinoamérica están alrededor de Quinto y Sexto dan, los estudiantes avanzados alrededor de Tercer dan y tenemos bastantes bases en camino: chicos con primer dan o primer kyu. Yo también empecé viajando en el 2007 para dar mi primer kyu, y con los viajes logré mi tercer dan en el 2012, y así he visto de otros compañeros en eventos latinoamericanos.

¿Dónde fue?
El 1 kyu en Medellín, Colombia, en una Copa del Caribe. Después fui a entrenar en Brasil 2008 y al sudamericano, y en un evento en Ecuador di el Shodan.Luego a Japón, en el 2009: entrené por dos meses y también visité Taiwan por el kendo. En el 2010 fue el primer Latinoamericano en Ecuador, y ahí di Segundo Dan, con los senseis de la FIK. En el 2012 hubo seminario y exámenes en Perú con senseis de la FIK: ahí di mi tercer dan, y el año anterior también viajé a Kitamoto, a Japón, para entrenar y también trabajé en una pasantía. ¡Te cuento más por las vueltas que tocaba para los exámenes! Ahora ya se puede dar hasta primer dan en Ecuador, y viajar después en todo caso.

Con lo cual, volvemos a lo de hace un momento: ¿cómo crece quien no puede viajar?
Bueno, cómo crece… aquí viene el apoyo de quienes viajamos. Porque es una responsabilidad transmitir: primero tienes que tener gusto e interés, no faltar a los entrenamientos, escuchar a los senseis. Pero luego también los que salimos colaboramos: entrenando más o ayudando en las clases para transmitir. Y sí se contagia, la verdad. Se siente el crecimiento del dojo cuando hay kenshis que han salido y regresan y sus compañeros también mejoran, a veces sin decir nada, sólo con el keiko.

¿Tenéis alguna actividad para financiar, como la selección brasileña?
Depende el evento: por ejemplo el Mundial de Italia, para esto recibieron un apoyo de Toyota, y para el Mundial de Japón se plantea igua una rifa para vender boletos.

Pues eso revela mucho entusiasmo y  capacidad de organización para ser “sólo” 150 kenshis.
Es verdad… ahí sólo te podría decir que son las buenas bases, del sensei fundador y quienes están a la cabeza. Los eventos de kendo son con puntualidad, orden, se dividen tareas nos indican que hacer y listo, por eso es que a algunos japoneses les gusta.

Lo principal en el kendo ecuatoriano no son las competencias, nos importa mucho mejorar como personas y aprender del kendo como forma de vida: si eso nos trae resultados en competencias mejor, pero no es nuestro principal enfoque. Nuestros kenshis aprenden cómo aportar a nuestra sociedad ecuatoriana mejorando como personas y sacando provecho tanto de la cultura japonesa como lo mejor de la nuestra, la ecuatoriana.

¿Y de qué te sueles encargar tú? De hecho algo que me llamó la atención para entrevistarte fue verte enseñando niños y niñas.
Bueno sí, la verdad eso inició el 2013, que para ir al seminario de instructores de Kitamoto, los senseis me dijeron “enfócate en ver cómo entrenan a niños en Japón porque llevas una buena relación con los niños”, y no me había fijado, solamente les sonreía o decía algo chistoso y ya, pero cuando me pusieron como responsabilidad me enfoque seriamente en eso. Los sábados ayudo a mi sensei con los niños de 4 años a 12. La mayoría sin bogu, cuando están con bogu pasan a manos de mi sensei. Ayudo en dos dojos, a veces tres, en los entrenamientos de principiantes, niños y jóvenes avanzados.

Fue entonces una “vocación sobrevenida”.
¡Jaja! Sí, vocación sobrevenida. Pero cuando hacemos keiko me divierto, les hago caer (no botándoles, con fuerza, pero a veces les hago caer ayudandoles a caer) y vienen corriendo. Bueno me gusta que saquen su potencial de manera divertida. algo así como me trataban a mi en Japón. La idea es transmitir cómo se entrena en Japón.

Clase de niños en Shyo Shi Kan Ecuador (c) Tanya Gómez

¿Encuentras diferencia entre la didáctica que estás desarrollando y la didáctica de niños en Japón?
Lo importante es que se diviertan y quieran venir.

En Japón muchos son obligados a hacer kendo, les guste o no, y son muy exigentes, les botan, salen shinais volando. Claro, para algunos japoneses es kendo porque kendo: no hay motivo para no hacerlo.

Pero acá es otra cultura y no se puede hacer eso, o despechar a los niños. Se les puede exigir, pero de una forma que se diviertan que digan “Aaaaah, voy con más ganas”. No que digan “Uuuuh ya no quiero hacer kendo”. De hecho algunos padres les traen sin que les guste, y a medida que entrenan les va gustando. Pero con otra idea: nuestro kendo es kendo con amor, entonces ahí aprendemos. Conocemos gente con la que crecemos y estamos todos contentos.

Y esos niños que son gorditos, o tímidos, o más lentos, quedan fuera no ya de las escuelas, sino de todas las artes marciales…
¡Claro! Ese ese es otro buen punto. Eso es muy importante. Antes en Kendo Ecuador no nos interesaba competir, decíamos con tal de mejorar como persona, venir sentirme bien y ya. Hasta que algunos senseis que venían decían “pero haciendo así bonito, elegante y con buen corazón pueden ganar”. Y ahí nos dimos cuenta de que en los latinoamericanos como equipo femenino siempre hemos estado en el podio, y eso dio como una motivación a todos, equipo masculino y femenino para seguir.

¿Tienen todas las categorías competitivas? Niños, juniors…
Sí, el año anterior recién salimos a un Latinoamericano con niños, igual por el financiamiento, pero este año tendremos en abril el campeonato infanto juvenil y esperamos que con eso vengan más niños.

¡Faltan octavos danes ya!
¡Jaja, ojalá con el tiempo! ¡Full amor al kendo!

 

“Es difícil crecer cuando no todos tienen capacidad económica”: hablando con Tanya Gómez

Preparando el post dedicado a Ecuador previo al III Campeonato Latinoamericano de Kendo, dimos con esta fotografía del dojo Ken Shin Kan de Quito:

La niña de la derecha es Tanya Gómez, hoy tercer dan, instructora infantil y miembro de la selección ecuatoriana a los 23 años. Entre preparativos de temporada, exámenes universitarios y a punto de volar hacia Los Ángeles para un seminario de kendo, nos ha abierto hueco durante varias tardes (varias mañanas en Quito) para conversar.

Empezaste casi casi con el kendo de Ecuador.
Sí, el kendo en Ecuador se fundó en el 99 y yo empecé en el 2006 más o menos. Con dieciséis.

¿Con Kosakai sensei?
Sí, le conocí.

Una cosa que suele sorprendernos en España son las colaboraciones con la JICA. Nuestra comunidad nikkei es muy pequeña, casi simbólica.
Ya veo, pensé que eran bastantes. Acá no hay casi nada de nikkei: en Latinoamérica el primer país nikkei es Brasil, seguido creo por Argentina y el tercero Perú. En Ecuador no hay casi nada, pero se ha gestionado bastante la colaboración de JICA por las buenas relaciones con la embajada.

Y ya son 150 kenshis.
Bueno, somos unas 150 personas constantes, y desde este año ha aumentado el número de participantes niños y jóvenes: este es el segundo año que participamos en el latinoamericano con niños, desde las categorías 9-12 años y 13-16. Incluso dos niños dieron examen de shodan y dos jóvenes de nidan. Las mujeres igual han incrementado: tenemos unas 15 chicas en toda la ciudad de Quito y somos cinco las más antiguas que estamos en el equipo.

Con la sensei Pamela Gómez en 2010

¿Cómo os organizáis?
Aquí es Asociación, no tenemos ayuda del gobierno. Para recibir ayuda del gobierno necesitamos papeleo y formar unos cinco clubes por ciudad, para contar como Federación. En Quito la capital hay cinco  clubes, en Guayaquil y Cuenca hay uno en cada ciudad… total siete. Pero preferimos ganarnos las cosas, los viajes, con nuestro esfuerzo; entonces con tal de ser parte de la FIK estamos contentos.

Pero se da el riesgo de que haya gente moviéndose en los márgenes.
Claro, esos son los problemas típicos que causan las divisiones. Por eso acá cualquier idea de entrenamiento adicional tiene que ser consultada al presidente de la asociación para evitar que se desvíe.

A la final la FIK tiene la palabra final del kendo y viaja quien se ha esforzado. Por eso también es un poco difícil crecer, porque no todos tienen la capacidad económica suficiente para salir.

Algo que también sucede mucho en España. Sin embargo, el crecimiento del kendo latinoamericano es sorprendente en proporción.
Sí, yo también diría eso. Cuando empecé mi sensei (Fernando Benavides) era Sandan y ahora es quinto dan, y todos hemos subido bastante. ¡Antes ver un primer dan era una gran emoción! Ahora ya se está logrando que eso sea en promedio. Los senseis avanzados en Latinoamérica están alrededor de Quinto y Sexto dan, los estudiantes avanzados alrededor de Tercer dan y tenemos bastantes bases en camino: chicos con primer dan o primer kyu. Yo también empecé viajando en el 2007 para dar mi primer kyu, y con los viajes logré mi tercer dan en el 2012, y así he visto de otros compañeros en eventos latinoamericanos.

¿Dónde fue?
El 1 kyu en Medellín, Colombia, en una Copa del Caribe. Después fui a entrenar en Brasil 2008 y al sudamericano, y en un evento en Ecuador di el Shodan.Luego a Japón, en el 2009: entrené por dos meses y también visité Taiwan por el kendo. En el 2010 fue el primer Latinoamericano en Ecuador, y ahí di Segundo Dan, con los senseis de la FIK. En el 2012 hubo seminario y exámenes en Perú con senseis de la FIK: ahí di mi tercer dan, y el año anterior también viajé a Kitamoto, a Japón, para entrenar y también trabajé en una pasantía. ¡Te cuento más por las vueltas que tocaba para los exámenes! Ahora ya se puede dar hasta primer dan en Ecuador, y viajar después en todo caso.

Con lo cual, volvemos a lo de hace un momento: ¿cómo crece quien no puede viajar?
Bueno, cómo crece… aquí viene el apoyo de quienes viajamos. Porque es una responsabilidad transmitir: primero tienes que tener gusto e interés, no faltar a los entrenamientos, escuchar a los senseis. Pero luego también los que salimos colaboramos: entrenando más o ayudando en las clases para transmitir. Y sí se contagia, la verdad. Se siente el crecimiento del dojo cuando hay kenshis que han salido y regresan y sus compañeros también mejoran, a veces sin decir nada, sólo con el keiko.

¿Tenéis alguna actividad para financiar, como la selección brasileña?
Depende el evento: por ejemplo el Mundial de Italia, para esto recibieron un apoyo de Toyota, y para el Mundial de Japón se plantea igua una rifa para vender boletos.

Pues eso revela mucho entusiasmo y  capacidad de organización para ser “sólo” 150 kenshis.
Es verdad… ahí sólo te podría decir que son las buenas bases, del sensei fundador y quienes están a la cabeza. Los eventos de kendo son con puntualidad, orden, se dividen tareas nos indican que hacer y listo, por eso es que a algunos japoneses les gusta.

Lo principal en el kendo ecuatoriano no son las competencias, nos importa mucho mejorar como personas y aprender del kendo como forma de vida: si eso nos trae resultados en competencias mejor, pero no es nuestro principal enfoque. Nuestros kenshis aprenden cómo aportar a nuestra sociedad ecuatoriana mejorando como personas y sacando provecho tanto de la cultura japonesa como lo mejor de la nuestra, la ecuatoriana.

¿Y de qué te sueles encargar tú? De hecho algo que me llamó la atención para entrevistarte fue verte enseñando niños y niñas.
Bueno sí, la verdad eso inició el 2013, que para ir al seminario de instructores de Kitamoto, los senseis me dijeron “enfócate en ver cómo entrenan a niños en Japón porque llevas una buena relación con los niños”, y no me había fijado, solamente les sonreía o decía algo chistoso y ya, pero cuando me pusieron como responsabilidad me enfoque seriamente en eso. Los sábados ayudo a mi sensei con los niños de 4 años a 12. La mayoría sin bogu, cuando están con bogu pasan a manos de mi sensei. Ayudo en dos dojos, a veces tres, en los entrenamientos de principiantes, niños y jóvenes avanzados.

Fue entonces una “vocación sobrevenida”.
¡Jaja! Sí, vocación sobrevenida. Pero cuando hacemos keiko me divierto, les hago caer (no botándoles, con fuerza, pero a veces les hago caer ayudandoles a caer) y vienen corriendo. Bueno me gusta que saquen su potencial de manera divertida. algo así como me trataban a mi en Japón. La idea es transmitir cómo se entrena en Japón.

Clase de niños en Shyo Shi Kan Ecuador (c) Tanya Gómez

¿Encuentras diferencia entre la didáctica que estás desarrollando y la didáctica de niños en Japón?
Lo importante es que se diviertan y quieran venir.

En Japón muchos son obligados a hacer kendo, les guste o no, y son muy exigentes, les botan, salen shinais volando. Claro, para algunos japoneses es kendo porque kendo: no hay motivo para no hacerlo.

Pero acá es otra cultura y no se puede hacer eso, o despechar a los niños. Se les puede exigir, pero de una forma que se diviertan que digan “Aaaaah, voy con más ganas”. No que digan “Uuuuh ya no quiero hacer kendo”. De hecho algunos padres les traen sin que les guste, y a medida que entrenan les va gustando. Pero con otra idea: nuestro kendo es kendo con amor, entonces ahí aprendemos. Conocemos gente con la que crecemos y estamos todos contentos.

Y esos niños que son gorditos, o tímidos, o más lentos, quedan fuera no ya de las escuelas, sino de todas las artes marciales…
¡Claro! Ese ese es otro buen punto. Eso es muy importante. Antes en Kendo Ecuador no nos interesaba competir, decíamos con tal de mejorar como persona, venir sentirme bien y ya. Hasta que algunos senseis que venían decían “pero haciendo así bonito, elegante y con buen corazón pueden ganar”. Y ahí nos dimos cuenta de que en los latinoamericanos como equipo femenino siempre hemos estado en el podio, y eso dio como una motivación a todos, equipo masculino y femenino para seguir.

¿Tienen todas las categorías competitivas? Niños, juniors…
Sí, el año anterior recién salimos a un Latinoamericano con niños, igual por el financiamiento, pero este año tendremos en abril el campeonato infanto juvenil y esperamos que con eso vengan más niños.

¡Faltan octavos danes ya!
¡Jaja, ojalá con el tiempo! ¡Full amor al kendo!

 

Destino Medellín: Ecuador

Del 14 al 17 de noviembre de 2013 se celebrará en Medellín, Colombia, el III Campeonato Latinoamericano de Kendo. De aquí a entonces esperamos dedicar un viernes post a cada uno de los países participantes.

Hablar de comunidades de kendo emergentes es hablar de la JICA, la agencia de cooperación internacional japonesa. Entre sus proyectos están desde las ayudas técnicas en sismología hasta el envío de profesores de kendo voluntarios, así como de otras artes marciales, a través de sus programas de deportes y cultura.

Kikutsugi en el dojo Ken Shin Kan, en Quito

Kikutsugi en el dojo Ken Shin Kan, en Quito (C) Studio 14

Fue precisamente uno de estos voluntarios, Atsushi Kikutsugi, quien solicitó en su blog la colaboración de otros kenshis japoneses en 2010, cuando Quito fue la ciudad anfitriona del I Campeonato Latinoamericano de Kendo. Su llamamiento llevó a Ecuador a quince voluntarios más, entre el tercer y séptimo dan. Kikutsugi fue instructor residente en la capital así como en Guayaquil, donde pasó la mayor parte de su voluntariado antes de regresar a Japón en 2011. 

Existen muy pocos testimonios audiovisuales del kendo en Ecuador. El esfuerzo del kenshi Carlos Villavicencio y del canal del dojo de Guayaquil, sin embargo, permiten encontrarnos con una crónica exhaustiva de los esfuerzos de los kenshis ecuatorianos: menos shiais grabados, pero registros de entrenamientos, físicos, kihon y varios reportajes televisivos están a disposición libre en sus canales.

Se hace notar esta intención comunicadora entre los kenshis ecuatorianos: abundan sus contactos con la prensa deportiva (en comparación con otros países), los bloggers, y los traductores voluntarios que colaboran con publicaciones anglosajonas, incluida KendoWorld.

En 1995 se impartió el primer seminario de iaido en Ecuador. En 1999 comenzaron las clases de kendo en Quito, de la mano de Keiji Kosakai sensei, profesor del colegio japonés. Actualmente existen diez dojos de kendo y iaido en Quito, Guayaquil y Cuenca, en los que entrenan aproximadamente 200 kenshis. En 2012 la selección ecuatoriana participó en su primer mundial, en el XV Campeonato del Mundo de Kendo, que se celebró en Novara (Italia).

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