¿que haces QUÉ?

Kendo. ¿Kempo? No, kendo. ¿Kenzo? No, kendo, el arte marcial ¿Judo? No, kendo. ¿Tendo? No, mira, te lo explico aquí que acabamos antes

Category: Em portugues

Notas de O Brasileiro 2014

Neste fim de semana tivemos em Suzano o 32º Campeonato Brasileiro de Kendo para Adultos Graduados, assim como o 2º Campeonato Brasileiro de Iaido é os exames de grado de Kendo é Iaido. Na próxima crónica falarei do Campeonato de Iaido e dos exames, mas agora toca KENDO. Foi um fim de semana duro: kenshis de todo Brasil viajaram até São Paulo para o Campeonato e Brasil não é um país pequeno, não. Eu moro na zona Sul de São Paulo e demoro bem mais de uma hora para chegar ao lugar da competição, o Ginásio Paulo Portela de Suzano, um município industrial e agrícola do Grande São Paulo com grande influência da imigração japonesa. Mas o pessoal chegou de Londrina, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Pará, Vitória, Brasília… 40 Clubes, Dojôs e Associações de Kendo brasileiras viram para o Campeonato.

O senhor Se, abastecendo a os atletas com café e simpatía

O esforço só já e louvável. Antes de relatar a parte esportiva, a competição, acho importante dar uma olhada aos bastidores de tudo isto, a organização de um evento para mais de duzentos kenshis e um reto complexo, mas deu certo: o trabalho da Confederação Brasileira de Kendo, o apoio da Embaixada Japonesa no Brasil, da Confederação Latino Americana, da Câmara Municipal de Suzano, etc. Como sempre tivemos o almoço preparado é a venda no lugar, aquele bento bom e vigorante que vai pegar porque esqueceu a comida na sua casa. As lojinhas de Se Bogu e Bogu Sankyo sempre prontas com material de Kendo (e que salvam o dia de alguns que quebram os men himos na hora de começar a competição; é não vou falar si foi eu que quebrou). O balcão de atendimento da organização com os diplomas na hora, a documentação, os trofeios, as mesas de controle… É os árbitros; duas dúzias de shimpan mantendo as competições em ação.

Mesa e árbitros. Tudo nao va ser kenshis

A competição foi extensa: começou passadas as sete da manhã e o encerramento não chegou até as quase as sete da tarde. Cansativo, ne? Mas para completar todas as categorias da competição tem que ser assim (a competição das crianças já está separada da aquela dos adultos, elas têm sua competição em fevereiro): competimos nas categorias de 1º e 2º dan, 3º dan é acima é 50 anos para acima, todas individuais e por equipes. Uma bagunça para caramba. O pessoal chegou bem preparado, forte y com treinamento bem especifico para os exames e a competição. Os kenshis da seleção brasileira, senseis arbitrando e competindo, kenshis menos graduados o experientes (como eu mesmo); todos jogamos todo para fora para competir é ganhar. Ainda estão faltando os resultados oficiais na página de CBK, mas ainda lembro algum:

Naomi Ueda, 1ª classificada 1º e 2º dan feminino

Gensei Takayama, 1ª classificado 1º e 2º dan masculino

Elzami Miwa Onaka, 1ª classificada 3º dan e acima feminino

Takeru Kimura, 1ª classificado 50 anos e acima

Londrina, 1ª classificados Equipe mista 3º dan é acima

Suzano, 1ª classificados Equipe mista 1º e 2º dan.

A Familia MIE (casi). Foto de Tábita Wenckstern Saez de Takayama

A Familia MIE (casi). Foto de Tábita Wenckstern Saez de Takayama

Machucados pero contentos, terminamos o dia com cervejas. Banzai! Banzai Banzai!

Keiko: Kiri Otoshi

Gente é bem consciente das carências que temos e é por isso que não falamos muito de técnica. No entanto estamos preocupados da técnica no Kendo tanto como qualquer outro: lemos, traduzimos, perguntamos alguns a outros, perguntamos ao pessoal, perguntamos ao Sensei, em seguida perguntamos ao YouTube Sensei, praticamos e sobre tudo erramos. É por isso que hoje estreamos uma categoria que não se chama de “Kihon ni Waza” mais de “Pesadelos”. É começamos com a mais recente waza em entrar ao nosso repertório de sonhos ruines junto com Men, Koté, Okuri Ashi…

Numa das mais recentes aulas de Kendo no Kata no meu Dojo surgiu a questão do Kiri Otoshi e pouco depois nós tivemos uma aula só da essa waza. Tal como com outras técnicas do Kendo as dificuldades apareciam com o movimento dos pés, com o ritmo e, fundamentalmente e mais que nada, com a intenção dela. Quando você é shoshinsha pensa os wazas como uma resposta a um ataque mas não sabe por que os graduados falam sempre de “construir” (seu ataque).


Clássico entre clássicos: Takizawa Sensei mostrando seu Kiri Otoshi (de: Kendo Navarra)

A primeira tradução não oficial do Dicionário do Kendo da ZNKR (feita por o Hiroyuki Shioiri Sensei no final do XX século) define Kiri Otoshi como “em movimento continuo repelir um ataque com o shinogi [ou lado de nossa espada que não é o fio ó o contra fio, a linha que aparece entre o Hamon e o Mune] atacando ao mesmo tempo”. Alguns senseis descrevem Kiri Otoshi como uma técnica contra um Men que não está totalmente certo, não vem no centro. As explicações dela variam nos detalhes, mas não em relação ao centro: como tudo no Kendo si você pega o centro então o corte vai dar certo. Há uma versão em Espanhol dista tradução feita por a Noemí Arnal e o Manel Alonso, de Barcelona. “Em movimento continuo” significa, como em todas as oji waza, que não há “bloqueio mais ataque” mais tudo faz parte da mesma técnica. O como falaram Warner & Sasamori no livro This is Kendo: “receber um ataque é atacar ao mesmo tempo: si você perde a oportunidade do ataque num bloqueio você não pode ser um bom kendoka”. É simples, não é? Warner & Sasamori falaram mais em seu livro de Do-Uchi Otoshi-Men y Kote-Uchi Otoshi-Men. E o mesmo fiz Hiroshi Ozawa sensei no Kendo: the definitive guide (Kodansha, 1991), o mesmo Ozawa sensei falando que ele queria concentrar-se nas técnicas básicas ó aquelas que “vai fomentar um espírito forte para os shoshinshas”.
Atenção: Kiri Otoshi não é o mesmo que Kiri Oroshi, mais que embora, por vezes, as pessoas confundam mutuamente. Kiri Oroshi é um corte de queda, “de acima para embaixo”; si vocês fazem Iaido vai ter ouvido. O verbo Orosu 降 significa “deixar cair”, enquanto que o verbo Otosu 落 significa mais o menos “despencar, desmoronar”.

Não é coincidência que o Takizawa sensei explique sempre esta técnica nos seminários dele. Kiri Otoshi é a waza fundamental da escola Itto Ryu que o pai dele, o mestre Kozo Takizawa, aprendeu de um dos pioneiros do Kendo, Takano Sasaburo; mais em concreto ou Ono-ha Itto Ryu, a linha mais antiga deste estilo (pois esta antiga escola tem uma dúzia de linhas). Sasaburo Sensei, do que muitos falam como pai do Kendo no Kata e do Kendo moderno, estudou essa escola [Ono-ha Itto Ryu] por herança familiar. Nos falamos então duma continuidade no estudo de 6 gerações até chegar ao vídeo que vocês podem ver no link acima e que certamente vocês já viram. Sasamori sensei e seus filhos praticam até hoje esse koryu.

Em outro vídeo clássico o Kazue sensei fala da relação entre o Itto Ryu e o Kendo y a ascendência deste no Kiri Otoshi (veja 5:00), que foi registrado em 2010 durante um seminário de verão em Vancouver. O som é um pouco deficiente, mas vale a pena aumentar o volume para ouvir ao tradutor:

Durante a coleta de informações para este post eu estava lendo alguns quartos danes dinamarqueses falando sobre suas dificuldades com Kiri Otoshi nos fóruns do Kendo World:

– É um suriage para embaixo!
– Se parece a um debana mas não é debana!
– Pensa!
– Não pense!

Como gente fala em Espanhol: Mal para muitos é consolo (mais é consolo de tolos).

“É difícil crescer quando não todos tem capacidade económica”. Falando com a Tanya Gómez

Preparando o post dedicado ao Equador, prévio ao III Campeonato Latino-Americano de Kendo, encontramos esta foto do Ken Shin Kan Dojo em Quito:

A menina da direita é Tanya Gómez, hoje  3º dan, instrutora infantil e membro do time nacional do Equador aos 23 anos. No meio de preparações da temporada, exames na universidade e preste a voar para Los Angeles para participar de um seminário, ela encontrou tempo durante várias tardes (manhãs em Quito) para nossa conversa.

Você começou a treinar quase no começo do Kendo no Equador.
Sim, no Equador o Kendo foi fundado no ano 1999 e eu comecei no ano 2006 mais o menos. Eu tinha 16 anos.

Com Kosakai Sensei?
Sim, eu lhe conheci.

Uma coisa que surpreende na Espanha são as colaborações com a JICA (Japan International Cooperation Agency). Nossa comunidade Nikkei é muito pequena, quase não existe.
Eu acreditei que foram bastantes (na Espanha). La não há quase nada Nikkei: na Latino-América o primer país Nikkei é Brasil, seguido de Argentina e Peru. No Equador não há quase nada mas trabalhamos muitas colaborações com a JICA graças as boas relações com a Embaixada (do Japão).

E vocês já são 150 kenshis.
Bom, somos sobre 150 pessoas treinando regularmente e, a partir de este ano, aumentou o número de participantes mirins e jovens. Este é o segundo ano em que participamos no Campeonato Latino-Americano com as crianças, nas categorias de 9 até 12 anos e 13 até 16. Ainda mais: dois meninos tiveram seu exame de Shodan e dois jovens seu exame de Nidan. Temos o mesmo aumento com as mulheres: há mais o menos 15 meninas na cidade de Quito e 5 delas somos as mais velhas do time.

Com sensei Pamela Gómez, 2010

Como vocês organizam?
Somos uma associação, não temos ajuda do governo. Para isso há que preencher formulários e temos que ser 5 clubes em cada cidade para ser uma confederação. Em Quito há 5 clubes, em Guayaquil e Cuenca há um em cada… 7 no total. Mas nós preferimos ganhar coisas, viajar com o nosso esforço, então só para fazer parte da FIK estamos felizes.
Mas tem o risco de pessoas que usam das margens, dos “acostamentos”.
É, mais são os problemas comuns que causam divisões. É por isso que qualquer ideia do treinamento adicional deve ser consultado ao presidente da associação para evitar o desvio.

O mesmo acontece muito na Espanha. No entanto, a taxa de crescimento da América Latina é surpreendente na proporção.
Sim, eu diria isso. Quando eu comecei meu Sensei (Fernando Benavides) ele era Sandan e agora ele é 5º dan, todos nós crescemos muito. Antes ver um 1º dan foi uma grande emoção! Agora já é isso o que vemos normalmente. Os Senseis avançados na Latino-América estão de 5º a 6º dan, os estudantes avançados sobre o 3º dan e temos muitos mais nesse trilho: 1º danes e 1º kyus. Eu também comecei viajando em 2007 para meu exame de 1º kyu e com os viagens eu logrei meu 3º dan em 2012, e no caminho vi outros parceiros em eventos em Latino-América.

Onde foi?
No 1º Kyu foi em Medellín, Colômbia, numa Copa do Caribe. Após, eu fui treinar no Brasil em 2008 e ao Sul-Americano e num evento no Equador eu passei o exame do Shodan. Japão no 2009, eu treine 2 meses e visitei Taiwan pôr o Kendo também. No 2010 foi o primeiro Campeonato Latino-Americano no Equador e eu passei o exame do 2º dan, com os Senseis da FIK. Em 2012 tivemos um seminário e exames no Peru com Senseis da FIK e eu peguei meu exame de 3º dan; o ano anterior fui para treinar no Japão, em Kitamoto, e trabalhar de estágio. Eu falo para você para que veia os viagens que tivemos que fazer para poder fazer os exames! Agora no Equador você pode ter seu exame até 1º dan e, si gosta, viajar após para mais exames.

Isto pega volta a questão: como crescem as pessoas que não podem viajar?
Bom, eles crescem… com o apoio do quem viaja. É uma responsabilidade transmitir o conhecimento, não é? Primeiro tem que gostar (do transmitir o aprendido) e ter interesse, assistir aos treinos, escutar aos Senseis. Mas após aqueles que saímos e viajamos colaboramos treinando mais o ajudando nas aulas para tentar de transmitir. E sim, o conhecimento passa. Você pode sentir o crescimento do Dojo quando há Kenshis que saíram e voltaram, seus parceiros também melhoram, ás vezes sem dizer nada, só com o Keiko.

Vocês tem alguma atividade para financiar-se, como o time do Brasil?
Temos, mas depende do evento: no Mundial da Itália recebemos o apoio da Toyota e para o Mundial do Japão teremos um sorteio com venda de boletos.

Isso mostra muito entusiasmo e capacidade de organização sendo “só” 150 Kenshis, não é?
É verdade. Eu só posso falar da boa base, do Sensei fundador e dos chefes. Os eventos de Kendo ocorrem com pontualidade e ordem, as tarefas são divididas e bem feitas, e é por isso que os japoneses gostam delas.

E o que você costuma fazer? Na verdade uma coisa que me chamou a atenção para a entrevista foi vê-la dar aula as crianças.
Na verdade, eu fui ao seminário em Kitamoto com a tarefa confiada por meus Senseis de olhar como é o treinamento das crianças “mais que você é boa com as crianças”. Eu não tênia visto isso, eu só sorrira o falava uma piada para eles. Mas quando eu tive essa responsabilidade eu comecei a fazer isso ao sério. Nos sábados ajudo a meu Sensei com as crianças de 4 até os 12 anos, a maioria deles sem bogu. Quando eles vestem bogu passará as mãos de meu Sensei. Ajudo em dois e até três Dojos nos treinos de soshinshas, mirins e jovens avançados.

Então foi uma “vocação caída sobre você”?
KKKK! Si, caída sobre mim. Mas quando fazemos Keiko eu me divirto, eu jogo-os no chão (não de maneira ruim, forte mas ajudando-lhes a cair) e eles correm de volta. Eu gosto de sacar embora suas potencialidades mas de um jeito engraçado, mais o menos como eu foi tratada no Japão. A ideia e transmitir o jeito de treinar no Japão.

Crianças em Shyo Shi Kan Equador (c) Tanya Gómez

 

Você achou diferença entre o ensino que você está desenvolvendo e ensino de crianças no Japão?
O mais importante e que eles tenham divertimento e eles querem vir.

E que há de essas crianças bochechudas, o tímidas, que levam mais tempo para aprender e que são excluídos não só nas escolas mais também das artes marciais?
Nossa! Essa é uma boa pergunta. Antes não estávamos interessados de competir no Kendo no Equador, falávamos que só precisávamos de melhorar as pessoas, vir a treinar e ficar bom. Até que alguns Senseis que vinham falaram para nós: “mas fazendo tão bonito, elegante e com um bom coração, vocês podem vencer!”. E vimos que nos Campeonatos Latino-Americanos sempre chegamos no pódio, e isso foi uma motivação para as pessoas, os times masculino e feminino, para aprofundar.

Tem pessoas em todas as categorias das competições? Infantil, juvenil…?
Temos! No ano passado foi a primeira vez que saímos ao Campeonato Latino-Americano com as crianças, também devido ao bom financiamento, e este ano temos em abril o Campeonato Infanto-Juvenil e acreditamos que assim vamos pegar mais crianças para o Kendo.

Vocês precisam de 8º danes já já!
KKKK! Espero que com o tempo tenhamos! Full amor ao Kendo!

“Não há segredos: só treino”. Conversando com Tábita W. Sáez de Takayama

A diferencia horários entre São Paulo e Madrid é de cinco horas, e é por isso que a entrevista no chat tinha muito de diferido. Durará ao longe das semanas e, também, cada conversa não fechava perguntas mas abriu mais e mais. Chilena de 30 anos de idade, ela mora no Brasil há 25, onde também treina. Após 10 anos de treino ela é uma das Sempais do Dojo MIE e uma das mais importantes pessoas do Kendo latino-americano.

Eu em breve vou fazer minha primeira década do Kendo, mas tive uma pausa de quatro anos. O kendo mudou muito na Espanha nestes anos!

Acho que não mudou tanto no Brasil a partir de meu começo: os treinos são os mesmos, acho que mudaram os intercâmbios; este ano vieram quatro senseis do Japão.

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Com Akemi Morita

Mas o contexto também não tens comparação com Espanha: a grande comunidade Nikkei do Brasil. Na Europa tem a piada que no Campeonato do Mundo do Kendo competem Japão, Brasil que é Japão II e os Estados Unidos, que são Japão III.
KKKKKKKKK! É verdade! São poucos os ocidentais que treinam kendo no Brasil. Só um cara e eu são ocidentais no time nacional.

Na Espanha muitos kenshis chegam da cultura otaku.
Minha única influência foi através de minhas irmãs, Morávamos no bairro japonês, Liberdade (onde ainda eu moro). Treinei tae-kwon-do de mirim e aos 20 anos eu conheci o kendo com minhas irmãs mais novas, pois elas já treinavam. Eu olhei Kimura Sensei no MIE, treinando com quase de 90 anos de idade. O pessoal falou para mim que no kendo você podia treinar muitos anos com vitalidade e, como eu sempre gostei de esportes, queria um esporte que eu pudesse treinar como o Kimura Sensei. O que me fez chegar ao Kendo foi ver pessoas idossas lutando com as jovens.

Após aqueles 10 anos, você se sente que luta como uma jovem?
Sim, não é? KK! Outro fator foi que comecei a treinar com 20 anos, minha cabeça já estava mais objetiva e minha melhora foi muito rápida ao longo dos anos. Agora eu sei que escolhi este esporte pelo motivo certo e hoje ainda luto como uma jovem. KKKKKK!

Agora eu não preciso tanta força nos meus movimentos por que eu os conheço bem e posso tirar mais proveito do treino, por exemplo, do que há 5 anos. Agora, com 30 anos, eu tenho certeza que posso finalmente treinar no Japão.

O que tem o Japão?
Sempre quis ir treinar no Japão! Mas como eu comecei a treinar tarde não queria gastar dinheiro demais si eu ainda não podia nem bater um men… Eu acho que agora é a hora certa para ir e aproveitar. Tenho o meu esposo que também treina comigo e vamos como dois amigos. Vamos ficar em Hokkaido a maior parte do tempo e combinamos de treinar com muitos Senseis lá.

Acho que meu sonho fica com os Senseis com que vou ter a honra de treinar, entender os comentários que vam-me ajudar e tambem a meus colegas no meu retorno. Como eu sou uma das Senseis responsáveis por meu Dojo vou também para entender como melhorar nosso treino, dos mais jovens e dos mais idossos, para que quando eu for mais velha eu possa treinar do mesmo jeito e tirar proveito do Kendo como hoje. 30 anos? Não os senti como eu pensava que sentiria quando tinha 25.

Falando da responsabilidade do Sempai, e mas quando se é mulher kenshi, a conversa chegou a entrevistas anteriores com a Clara Álvarez e a Fay Goodman. Tábita, que trabalha na área da comunicação multimídia, descobriu para mim que ela é a criadora e editora de um projeto no Facebook que muitas já conhecem: Kendogirls.

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O mondo e pequeno, não é?
E eu comecei sozinha, como você! Agora eu tenho muita ajuda mas com o mesmo objetivo de doar visibilidade a mulher, não há espaço no kendo para as garotas apesar de ter mulheres muito fortes e de que a maioria dos troféus dos Mundiais são para as meninas.

E como é ser minoria da minoria, mulher kenshi e mulher sempai?
Bom, hoje MIE é o mais grande Dojo do Brasil, temos dois 4º danes e mais uma que fará sua exame na Colômbia, é si ela aprova, teremos três. Eu vou fazer meu exame do 5º dan dentro de dois anos, eu já estou treinando para isso. São 10 o 15 garotas treinando (no MIE). No Brasil há quatro com 5º dan e muita4º dan.

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Campeonato do Brasil de kendo 2013

É uma boa quantidade! E também tens uma ampla gama de idades.
No Brasil também os rapazes tem mais espaço, mas como atualmente não tens muitos competidores, é tradição já que os times sejam formados com mulheres e homens. Elas combatem contra eles e não e incomum que elas ganhem. E muitos têm medo delas.

É engraçado isso!
Sim! Quase todos os Dojos tens suas mulheres fortes que os representam.

Enquanto conversávamos, Tábita estava enviando-me fotos para ilustrar a entrevista, inclusive este com seu troféu Campeão Absoluto do Brasil..

Nossa! Tremenda troféu!
Não é? E tem o nome das 16 campeões, só garotas de 2º dan para acima e homens de 3º dan para acima.

Você tens alguma figura feminina de modelo? Ouvimos falar de homens como Eiga, Mizayaki, Chiba… mas mulheres eu só lembro a Kobayashi o Mariko Yamamoto.
No Brasil temos a Miwa Onaka, a mais forte da América Latina. Ela é a Taisho do time do Brasil e é uma grande Sensei, respeitada pelos homens e mulheres.

No Kendo feminino japonês, meus nomes são Sakuma, Shimokawa, Kobayashi… Mas a mais especial para mim e Yuka Tsubota: eu combati come lá no Mundial do ano 2009 por equipes. É diferente quando você apenas vê as japonesas a quando as sente… Foi incrível lutar com ela. E também perder muito rápido, KKKKKKK!

Eu acho que hoje o nome é Mariko Yamamoto, que apenas ganhou o campeonato japonês pela segunda vez consecutiva. Seu Kendo e muito dinâmico; eu acho que hoje e a pessoa que me inspira para melhorar.

Sente você que há um sentimento diferente quanto o líder é uma mulher? Quero dizer, podemos as mulheres contribuir a liderança no Kendo, ao papel do Sempai? O é verdade que no Kendo os gêneros desaparecem?
No meu Dojo em Brasil, MIE, a fundadora e uma das responsáveis e uma mulher. Eu tenho os mesmos direitos e deveres dos outros Sempais. No meu atual cenário posso ver que não e muito importante si você é homem o mulher, mas o que você tens que oferecer, o talento e o desejo de treinar. Quando as pessoas olham só veem o líder, não si é homem o mulher.

Uma vez lei que o Kendo mudou para que as mulheres y as crianças puderem treinar em igualdade com os homens. Acho que as mudanças tenham como objetivo apagar o gênero, mas creu que a cultura de cada país ainda tens seu peso sob a liderança feminino. E no Brasil muitos Dojos estão orgulhosos de suas mulheres líderes. Temos muitas!

Que é para você ser um Sensei? Evolução natural, vocação, chance?
Bom, eu acho que o Sensei é uma pessoa não só forte mais exemplo de força e vontade de melhorar, inspiração para p pessoal. Às vezes, essas pessoas ensinam só com o caminho em sua vida, com suas atitudes.

Ainda não cheguei ao final desse caminho, mas é um caminho que eu quero andar: ser uma Sensei que poda servir de exemplo, que inspire a outros a treinar e que eu poda ensinar e levar o Kendo até muitas pessoas.

Como é treinar com a família?
É algo demais! Não são só meu esposo e eu, também mais dois irmãos dele e meu sogro. Nos são “os Takas”. Eu moro no Brasil há mais de 25 anos mas desde que eu me casei com Alberto ha 4 tenho direito a fazer parte do time nacional brasileiro. Anteriormente apenas representei ao time chileno.

Quando treinamos juntos há uma força muito grande. Todos nós apoiamos muito para não deixar de treinar. Minhas irmãs, com a passagem do tempo, deixarem o Kendo e eu fique sozinha. Mais quando eu senti de novo como é treinar na família… Eu acho que nunca vou parar de treinar.

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Os Takayamas

Meu papai nunca praticou nenhum esporte comigo, mas o que ele fiz para que eu seis a pessoa que hoje sou foi tratar-me como uma pessoa que não é menino o menina, só alguém normal que tem que ajudar em tudo na casa, por exemplo pegando coisas pesadas e desarrolhando minha força. Isso nunca me deixo “menos mulher”, como falavam para ele, mais me fiz mais forte, com mais opções físicas e intelectuais.

E agora vai para Medellín.
É! Eu estou muito concentrada na competição. No passado Campeonato Latino-americano no México eu alcancei o 2º lugar. Agora eu vou no Japão até o 20 de outubro; eu quero treinar muito. Eu quero lograr outro título e, competindo também de times, tirar outro troféu mais para Brasil com as garotas. Mas não há segredos: só treino.

Poucos dias após terminar a entrevista (mais espero que não as conversas) Tábita e Alberto saíram para o Japão para um treino intensivo de um mês. De lá, eu continuo recebendo fotos.

O Kendo paulista com os olhos de um kenshi madrileño

Leéis el primer post en portugués de esta página. A partir de hoy, Carlos Sanz Ramírez, kendoka español expatriado en Sao Paulo, nos contará sus experiencias en o paraíso do kendo na terra (con perdón de Japão), así como sus traducciones de nuestros contenidos en lengua portuguesa. Por todo ello le estamos profundamente agradecidas. Disfrutad.

 

Minha esposa diz que eu sou obcecado: quando voamos para São Paulo em maio deste ano para procurar uma casa eu já tinha um contato para me mostrar a cena do kendo na cidade (Oi, Paulo!) Quando voltamos para Madrid uma semana depois nos ainda não tínhamos uma casa, mas eu tinha um dojo.

É muito difícil escolher onde treinar no São Paulo: uma duza de dojos de kendo, todos ótimos; kenshis de oito a oitenta anos; uma vitalidade e um conhecimento extraordinários; o paraíso do kendo na terra. Mas o que me surpreende mais som as crianças. O treino é fisicamente exigente e require uma intensidade e concentração importante; muitas vezes eu tenho dificuldade de manter a mesma força e zanshin durante as duas horas do treino. Mais eu véu meninos e meninas de deis anos junto a mim que não desfalezen , que manten o esprito e a vitalidade; isso me da um “segundo vento” para continuar (também chamado “vergonha de ser batido por uma criança”). A quantidade de crianças que treinam me deixa invejoso: eles e elas som a base do kendo futuro, uma base ainda por chegar a Espanha.

Mas tudo vai virá: os kenshis espanhóis estamos reproduzindo.

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